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Era uma vez a História dos Mobiliários


“É impossível que compreendamos a arte do passado se desconhecemos os propósitos a que tinha de servir”, disse Ernest Gombrich, e assim é. Antigamente, os mobiliários não eram vistos como itens de design, todos tinham uma finalidade prática e dispensavam qualquer ornamento. Mas essa história triste não acaba assim. Para nossa sorte, na transição para a época moderna, o homem passa a ser o centro de inspiração para todas as coisas.

O período Renascentista chegou propondo um resgate do período clássico, uma renovação fundada na antiguidade, principalmente de Grécia e Roma. O Renascimento sucede o período gótico, que era marcado por sua verticalidade, enquanto o Renascimento é rico em linhas horizontais. As principais características do estilo Renascentista eram a proporção o equilíbrio, a simetria e, é claro: a beleza.

No norte da Europa, o Renascimento alemão ficou marcado pelos artesãos arquitetos. Eles faziam referências arquitetônicas em seus mobiliários, trazendo enquadramentos arquiteturais em escala de armários. Com frontões, frisos e colunas, essa técnica decorativa fazia com que armários lembrassem palácios.

Na Grécia antiga, os deuses tinham características humanas e isso mudou a forma de produzir arte. Os gregos eram observadores da natureza, eles valorizavam o homem e seu bem estar. Logo, esse empoderamento humano trouxe uma nova perspectiva para os mobiliários, que deixaram de ser apenas funcionais para aderir caraterísticas de valor estético e decorativo.

O Kline, por exemplo, era uma espécie de cama de repouso, que era utilizada para comer e se deitar. Era um mobiliário cheio de ornamentos em seus pés, na sua estrutura havia um entrelace de fitas que couro que sustentavam um colchão, que conferia maior conforto a quem usasse.

Em Roma, foi onde iniciou o colecionismo. O exército romano tomou posse das artes gregas, a fim de utilizar o cobre durante a guerra. Os objetos gregos eram muito disputados pelos nobres da época. Os romanos fabricavam réplicas em miniatura das artes gregas. Era como uma espécie de souvenir, uma lembrança para decoração e para memória.

Além do Renascimento, a cultura greco-romanas inspirou também o estilo Luís XV. Cada vez mais, os móveis se tornavam leves e menores. Havia grande variedade de materiais, as linhas eram sinuosas e os pés faziam curvaturas semelhantes aos pés de corças, que estão ligadas à feminilidade.

A mesa de console era uma mesa projetada para ser colocada contra parede, como um aparador. Geralmente era usada para exibir objetos de arte. Quase sempre era no estilo Rocaille, com curvas onduladas modeladas a partir de conchas e folhagens.

Esse repertório histórico nos dá instrumentos para criar móveis e objetos repletos de história e design. A Kleiner Schein incide em projetar soluções que atendam às necessidades das pessoas através dos estilos clássicos, mas trazendo modificações modernizadoras.

Seguir a sustentabilidade e o clássico sem deixar de lado as tendências e as novas tecnologias: este é o requinte do vintage. Esse é o pequeno brilho do design.


Bônus: Os estilos de mobiliários franceses na Kleiner Schein por Bianca Barros.

Escrito por: Bianca Barros | biancabarros@outlook.com | @biancabarros.design | WhatsApp: (21) 98833-3156

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